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  • 29 maio, 2015

    Resenha: Livro Memória da Água


    Memória da água é uma distopia escrita pelo autor Emmi Itaranta, e lançado no Brasil pela Editora Galera Record. O livro foi gentilmente enviado como cortesia ao blog.


    O livro tem 286 páginas e está dividido em duas partes. Os capítulos tem uma média de 10 páginas cada um e a tradução dessa obra ficou por conta de Liliana Negrello e Christian Schwartz.


    A diagramação do livro está simples, mas agradável, com páginas amareladas e bons tamanhos de fonte, margens e espaçamentos. O destaque dessa diagramação é a capa que está bem bonita


    Sinopse: Num futuro distante, depois de muitas guerras, a Europa foi dominada pela China, e o bem mais precioso dos tempos antigos se tornou tão escasso quanto a liberdade. A água passou a ser controlada e distribuída em cotas pelos militares. Noria é filha de um mestre do chá, uma profissão muito antiga que tem conhecimento sobre a localização das nascentes de água. Ela está sendo treinada para substituir o pai, e dentre todos os ensinamentos, ele revela à filha seu maior segredo: uma fonte natural escondida que fornece água para a família. Desamparada em um mundo destruído, ela começa a questionar o significado de tamanho privilégio. Guardar esse segredo é negar ajuda ao restante de população, e ajudá-los é colocar em risco a própria vida: os militares punem severamente quem for descoberto desfrutando de alguma fonte ilegal de água. Como o pai a ensinou, é preciso ter sabedoria para compreender o verdadeiro poder da água. Mas Noria também aprendeu que a sabedoria representa, acima de tudo, o poder de decidir seu próprio destino, a escolha entre lutar e se entregar.


    Em Memória dá Água, temos uma distopia que traz como cenário de fundo um mundo onde a água é um bem escasso e controlado por militares. Muitas guerras aconteceram e os recursos naturais foram destruídos, a sociedade está devastada e praticamente sem água alguma que seja própria para consumo. Muitas coisas estão totalmente diferentes da nossa realidade, como por exemplo a energia elétrica, que obviamente não existe mais sem água. Os combustíveis fósseis também se esgotaram, então esqueçam os veículos como nós conhecemos e qualquer tipo de aparelho elétrico. Na sociedade apresentada nesse livro tudo é diferente.

    O livro conta a história da protagonista Noria que é filha de um mestre do chá, uma profissão muito antiga e que é passada de geração em geração. Apesar de os pais passarem a profissão de mestre do chá para o filho homem, Noria, que é a única filha da família, está sendo treinada pelo seu pai para substituí-lo e a cerimônia que a tornará uma mestre do chá está cada vez mais próxima.

    "O Silêncio não é vazio ou imaterial. Ele pode domar uma torrente de acontecimentos. E guarda um poder forte o suficiente para destruir tudo"

    Noria tem uma melhor amiga chamada Sanja, com quem sempre sai para o lixão da cidade para procurar coisas do mundo antigo que ainda possam ter alguma utilidade ou que as duas achem interessante. Uma dessas descobertas pode mudar todo o futuro dessas duas amigas e elas podem descobrir que muitas coisas em que a sociedade fizeram todos acreditarem podem ser mentira, agora as amigas buscam acima de tudo descobrir os segredos escondidos ao longo de tantos anos.

    O livro tem uma premissa interessante e fala de um problema muito atual e que tem sido enfrentado por muitas cidades e estados brasileiros, que é a escassez de água. O autor não fala muito sobre como o mundo se tornou o que é no livro, mas deixa claro que foram as nossas ações que levaram a uma situação tão extrema.
    Nessa história, nós podemos acompanhar um pouco do sofrimento que é viver em uma sociedade onde um bem tão primordial é extremamente escasso. As pessoas sofrem com doenças, com sede, andam sujas e acabam tendo que beber água suja por falta de opção em muitos casos.

    Noria vê toda essa situação acontecendo com seus vizinhos e amigos e sofre bastante ao descobrir o segredo de que sua família tem uma fonte natural escondida  e que fornece água boa e limpa para eles. A partir dessa revelação que é feita pelo seu pai, ela se atormenta muito por ter esse privilégio e sempre se questiona se não seria justo que a população também fizesse uso dessa fonte. Mas o medo de que esse segredo seja descoberto pelos militares faz com que ela se cale, uma vez que os militares punem severamente e cruelmente quem comete os chamados "crimes da água".

    "Os segredos nos desgastam com a água desgasta as pedras. Na superfície, nada parece mudar, mas as coisas secretas nos consomem e, lentamente, nossas vidas passam a se moldar por elas."

    O livro é todo narrado em 1° pessoa pela Noria, e até um pouco mais da metade do livro eu estava gostando bastante da história e achando as coisas bem interessantes, mas conforme as páginas vão passando eu percebi que a autora se perdeu um pouco na história. Outra coisa que acabou me desanimando nessa história é que quanto mais eu lia e passava as páginas esperando que algo finalmente acontecesse, isso nunca acontecia e de fato não aconteceu.
    Eu pensei que o livro iria se tratar principalmente do problema da falta de água, mas o autor deu bastante foco para as tradições, costumes e rituais dos mestres de chá e também do segredo da fonte secreta da família de Noria, o que pode se tornar uma leitura arrastada para alguns nesses momentos.

    O fato de o final da história ter chegado e nada do que eu esperava ter acontecido me deixou um pouco decepcionada com essa leitura, que eu estava gostando até.
    Os personagens são interessantes, mas não tem muita profundidade e conhecemos bem pouco sobre alguns deles ao decorrer da história, mas isso não me incomodou tanto.
    Apesar dos prós, essa leitura de alguma forma me fez me questionar muito sobre a maneira como nós estamos tratando os nossos bens naturais e que tipo de sociedade queremos deixar para os nossos filhos e netos. Na situação em que vivemos hoje, onde a água já está em níveis muito baixos e alguns lugares já sofrem bastante com sua falta, é impossível não pensar que em alguns anos a nossa sociedade possa estar como a de Memória dá Água, se não zelarmos e cuidarmos do que temos hoje.

    Recomendo esse livro para quem gosta de distopias, mas já deixo bem claro para vocês que não tem muita ação durante a leitura. Mas de qualquer modo é um livro interessante principalmente para nós repensarmos que tipo de sociedade queremos deixar para os nossos filhos para nos conscientizarmos de que a água é um bem precioso e que merece ser usada com sabedoria.

    "Somos filhos da água, e a água é amiga próxima da morte. Não dá para separá-las, porque somos feitos da versatilidade da água e da opressão da morte. Elas estão sempre juntas, no mundo e dentro de nós mesmos. E um dia a água secará."

    Classificação:

    25 comentários:

    1. Amo livros que contem ação.Rs E gostei muito da sinopse do livro tbm, acho que gostaria bastante do livro. O fato do livro fazer a gente pensar mais sobre a sociedade é bacana tbm. Uma pena que você não tenha gostado tanto do final, mas mesmo assim você conseguiu despertar um interesse em mim, apenas com as suas palavras.



      http://luxuosoestilo.blogspot.com.br/2015/05/filha-da-floresta_28.html

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    2. Acho que nunca li distopias, só vi os filmes famosos por aí.....até creo que gostaria da leitura, pena que vc falou que a sua leitura foi meio lenta, né? Eu não gosto quando acontece isso e já me deixa irritada para terminar de ler, sou mais de ação ahahahahaha
      Porém essa história de falta de água e recursos com certeza dá uma premissa interessante
      bjs

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    3. Amo distopias <3 Eu estava até interessada nele até você dizer que a autora se perdeu na história, porque apesar de amar distopias, não suporto histórias que se arrastam. Já passei semanas para ler livros finíssimos simplesmente porque parecia que a história não ia chegar a lugar algum, só consegui terminar por força de vontade mesmo. Mas vou anotar a dica aqui *-*
      Abraços,
      Duda - www.mylittlewonderland.com.br

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    4. Não sou muito fã de distopias, ainda mais quando as autoras se perdem no meio da história, mas o livro parece ser tão bonito que fiquei com vontade de ler um pedacinho pra saber se vale a pena mesmo.
      Vou ver se procuro mais sobre!
      Abraços,
      Bruna.
      http://encontrosliterarioslivros.blogspot.com.br/

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    5. Oi Maiah.
      Amo distopias e fiquei interessadíssima por essa história quando vi que aborda o tema de falta de água (principalmente vivando do jeito que estamos vivendo hoje). Mas confesso que quando você disse que o autor dá mais foco às tradições e costumes, fiquei um pouco decepcionada. Apesar disso ainda quero ler em breve este livro, pois é um gênero que eu adoro.
      Beijos
      Carol
      http://www.sobrevicioselivros.com/

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    6. Oi, Maiah.
      Adoro distopias e achei a abordagem deste livro muito interessante e importante nas atuais circunstâncias em que vivemos. Infelizmente eu acho que não leria o livro por questões de falta de ação na leitura. Não sei, pode ser que eu leia futuramente porque o livro encaixa-se em um gênero que eu gosto muito. Mas veremos. rs
      Beijos!!

      www.palavrasradioativas.com

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    7. Eu tava bem curioso em relação este livro desdo lançamento mas nunca tinha procurado saber sobre o que se tratava, essa é a primeira resenha do livro que leio, e infelizmente fiquei um pouco desapontado, achei a capa do livro linda e tem uma ótima premissa, que parece que o autor não explorou tanto. Apesar de gostar muito de distopias, aquelas com muitas cenas de ações é as que mais me conquistam, não sei se gostariam tanto desse livro como esperava. Amei a resenha e as fotos.

      Beijos.
      http://marcasliterarias.blogspot.com.br/

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    8. Uma pena que o livro não tenha acontecido. A premissa é muito interessante e se bem aproveitado poderia render uma ótima história. Ainda assim, como você falou a leitura é válida por trazer esse tema tão atual e que fique a reflexão sobre a escassez de água que está se tornando um problema global. Bjs

      Território nº 6

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    9. Amiga é uma pena que o livro não tenha sido muito bom para você.
      Mas olha eu achei bacana, principalmente por conta do problema da água que atualmente estamos enfrentando. De alguma forma tenho certeza que ele nos passa uma mensagem muito bacana e isso foi o que mais me agradou. Adorei tudo que você falou sobre o livro e pode ter certeza colocarei na minha lista de desejados para tirar minhas conclusões. Fiquei curiosa.

      http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/05/resenha-amarantha.html

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    10. Oi Maiah!
      Eu vi esse lançamento e achei bastante interessante.
      Tenho muita curiosidade de lê-lo, principalmente por se tratar de um problema atual e tão próximo da gente.
      Pena que a leitura não foi o que você esperava e a autora tenha se perdido na história.
      Ainda assim quero ler para tirar minhas próprias conclusões.
      Ótima resenha!
      Beijos.

      Li
      Literalizando Sonhos

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    11. O livro parece ser interessante. Tratar do problema da água, nesse momento, é uma ótima sacada. Eu adoro distopias. Elas sempre suscitam ótimas reflexões. Essa parte das tradições chinesas também de ser interessante, eu gosto de conhecer aspectos de outras culturas.

      Beijos!

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    12. Olá ^^
      Eu não lembro de ter lido algo sobre o livro antes, mas a capa não me é estranha. Gostei da premissa dele, mas não sei se o colocaria no topo da lista de leituras, obviamente ele entra pra lista, mas não como prioridade hehehe

      bjs

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    13. A capa desse livro é simplesmente perfeita. Uma sociedade com recursos naturais restritos e problemas de água estão tão próximo de nossa realidade,mesmo em tempos remotos, que acho que a obra poderia ser: 'Baseado em fatos reais!" rs O questionamentos dos privilégios de Nora me encantaram, acho o livro relevante para sociedade em que vivemos.

      http://www.poesianaalma.com.br/

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    14. Eu não sabia que era uma distopia até ler uma resenha do livro, jurava que era romance. rsrs
      Achei incrível o que a autora criou, pena saber da falta de profundidade dos personagens e do desfecho.
      www.apenasumvicio.com

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    15. Gente amei o fato de ter um pouco da cultura oriental, essa história do chá é algo bem bacana lembro de uma amiga minha contando que o avó dela disse que isso realmente acontecia, que o chá é importante, pena que não lembro bem o porquê, gostei da resenha pela capa nunca imaginaria que é uma distopia kk.

      http://mylittlegardenofideas.blogspot.com.br/

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    16. Olá, tudo bem?
      A primeira vez que li a sinopse desse livro, fiquei bem interessada. Mas, depois de ler algumas resenhas, percebi que não é o tipo de livro que estou procurando. Eu queria mesmo ver como seria uma sociedade onde a água fosse realmente rara como no livro, mas ele não parece focar tanto assim nisso.
      Super beijos <3
      http://livros-cores.blogspot.com.br/

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    17. Oie, tudo bem?
      Eu não li toda sua resenha, porque estou enfurecida para chegar o meu livro. Eu vi o livro em um evento da editora Record, desde então estou louca, louca por esse livro. Fiquei triste que você não deu uma nota muito grande e também comentou que o livro não tem muita ação... mas ainda vou ler e depois te conto o que achei <3
      http://teoremasdamimosa.blogspot.com

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    18. Oi Maiah, tudo bem?
      Amo essa capa!
      Mas o tema abordado no livro é muito interessante e apesar de ser ficção não está muito distante da nossa realidade atual.
      Espero ter oportunidade de lê-lo.
      Bjs

      A. Libri

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    19. Olá; gostei da resenha. A premissa do livro é bem interessante, seria uma sociedade que regrediu na tecnologia enquanto o que vemos e esperamos é que a tecnologia evolua cada vez mais, ainda que a água diminua.

      petalasdeliberdade.blogspot.com

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    20. Olá, meus parabéns pela resenha sincera e limpa. Amo livros do tipo distopias mas fiquei bem decepcionada que a obra não tenha te agradado tanto, e que tenha achado algumas partes arrastada. Mas mesmo assim fiquei curiosa para ler, mas não no momento.
      Beijos, sucesso.

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    21. Oie!!!
      Eu gostei bastante do livro apesar de você ter se decepcionado com o final.
      Mas, acho que o problema acaba sendo nosso mesmo porque as vezes criamos expectativas muito grandes sobre os livros e nem sempre é tudo isso.
      A história parece ser uma grande lição.
      Adorei!!
      *-*

      www.saladadelivro.blogspot.com

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    22. Distopia é um tema complicado, nunca li um meio termo em questão de distopia, ou eu gosto bastante ou não gosto quase nada.
      Eu gosto de ação e de personagens profundos o que me faz pensar que eu não gostaria tanto assim desse livro.
      Parabéns pela ótima resenha e pela opinião sincera quanto ao que leu.
      Beijos.

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    23. Olá
      Quando comecei ler a sua resenha eu pensei opa um livro que fala sobre a água que esá acabando eu pensei acho que vou gostar mesmo não lendo muito distopia. Mas depois que li que a autora se perde e nada acontece e o final não agradou já passo. Quando a leitura se arrasta assim tbm já largo. Tbm gostei muito da capa. Adorei sua resenha

      http://malucaspor-romances.blogspot.com.br/

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    24. Eu recebi esse livro, o cordão é tão fofo que estou super usando rs.
      Sobre o livro eu fiquei animada a sua resenha, amo distopias. Porém eu fiquei um pouco assustada com o termos de ação, eu prefiro mais ação... pelo que você escreveu ele é meio lento.
      No mais excelente resenha e excelente fotos.

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    25. Ainda não havia lido nenhuma resenha deste livro, mas até que gostei da sinopse e a capa é linda, gostei do que é tratado no livro, sendo esse tema bem atual em nossa sociedade, não sei se leria, já que disse que fala mais da tradição, talvez não sendo uma leitura muito agradável para mim.. Sua resenha está muito bem escrita e desenvolvida, parabéns!

      Abraços e até!

      lendoferozmente.blogspot.com.br

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